Introdução de alimentos sólidos na dieta do bebê: a popular papinha

Grandes mudanças acontecem na rotina do seu pequeno quando ele completa seis meses de vida: além do leite materno, ele agora pode começar a experimentar novos alimentos. Essa adaptação nem sempre é fácil. O importante é ter muita paciência e fazer o possível para tornar a hora de comer prazerosa. Bom apetite!

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bebê comendo papinha

Grandes mudanças acontecem na rotina do seu pequeno quando ele completa seis meses de vida: além do leite materno, ele agora pode começar a experimentar novos alimentos. Essa adaptação nem sempre é fácil e algumas crianças demoram um tempo para aceitar a novidade. O importante é ter muita paciência e fazer o possível para tornar a hora de comer prazerosa e recheada de descobertas para o seu bebê. Bom apetite!

De acordo com a OMS, o aleitamento materno deve ser a única fonte de nutrientes para os bebês com menos de seis meses. Isso acontece porque o intestino dos recém-nascidos ainda não está preparado para receber outro tipo de alimento e, se outra comida for introduzida cedo demais, pode causar alergias. Além disso, é importante que seu pequeno já seja capaz de ficar sentado sozinho, para que ele possa ficar a vontade no cadeirão e comer com a família.

É a partir dos seis meses, também, que os dentes começam a aparecer. Mas não se preocupe! Os bebês conseguem mastigar com a gengiva. Vale lembrar que cada caso é um caso. Algumas mamães podem ter dificuldades em seguir a recomendação da OMS, então o ideal é sempre conversar com o pediatra do seu pequeno para saber qual alternativa se encaixa melhor para você e para o seu filho.

No começo, os alimentos sólidos complementam a dieta com leite materno. Se o seu pequeno ainda mama no peito, três refeições por dia são suficientes para garantir uma boa nutrição. Se a criança não mama, são necessárias cinco refeições por dia para que ela se mantenha saudável e cresça. A transição do leite materno para os alimentos sólidos deve ser lenta e gradual.

Quanto mais tranquilo for o ambiente na hora de comer, melhor. Então, mamãe, sem estresses! Além disso, fuja dos modelos de recompensa e ameaça. Adotar esse método vai deixar seu pequeno irritado e, de acordo com os especialistas, pode fazer com que ele desenvolva distúrbios alimentares no futuro. Ou seja: nada de fazer festa se seu pequeno raspou o prato ou broncas porque cuspiu a comida. Para facilitar, vale criar uma rotina de alimentação com horários fixos, assim o organismo do bebê a se acostuma com a comida.

Nada de liquidificador

Os pediatras sugerem que a papinha seja pastosa, não líquida. Como o liquidificador e as batedeiras trituram a comida sem piedade, o ideal é evitar usar. Para isso você pode amassar os alimentos com um garfo.

Doce ou salgado?

Os bebês têm o paladar mais favorável para alimentos doces, então é provável que aceitem as papinhas doces com mais facilidade do que as salgadas. Frutas como banana, mamão, maçã e pêra são ideais para as crianças.

Dica: não perca de jeito nenhum o rostinho que o seu pequeno fará ao experimentar um novo sabor pela primeira vez. É uma gracinha!

Para as papinhas salgadas, use cereais como arroz, cevadinha e trigo. Os vegetais podem ser cenoura, beterraba, mandioquinha, batata, abóbora e brócolis. Não se esqueça de leguminosas como feijão, lentinha, grão de bico e ervilha. Além disso, é importante incluir proteína de origem animal. Nessa fase, os bebês precisam bastante de ferro. A melhor opção é preparar um caldo de carne caseiro.

As papinhas salgadas devem ser introduzidas ao mesmo tempo que as doces. Mesmo que a criança rejeite a princípio, é importante continuar tentando e incentivando os pequenos. Para tornar o momento da refeição mais prazeroso, vale investir em colheres, pratos e garfos divertidos e coloridos, como esses kits de alimentação. É a melhor forma de distrair as crianças e deixá-las mais a vontade na hora de comer.

A dica de ouro dessa fase é sempre ter paciência. Pode ser que seu filho não goste de brócolis na primeira tentativa, mas não desista! Apresente a mesma comida várias vezes ao longo dos dias, assim seu paladar irá se acostumando até o momento em que aceite o bendito brócolis sem fazer careta.

Temperar ou não, eis a questão

O tempero deve ser leve e a regra é usar pouco sal. Para dar mais sabor, use temperos como cebola, alho, salsinha, cebolinha, manjericão e orégano. Esqueça temperos fortes como pimenta e curry. Para dar sabor às primeiras saladas, use um pouquinho de limão, azeite e cebola.

No caso das papinhas doces, vale lembrar que elas não devem receber adição de açúcar ou especiarias como cravo e canela. O ideal é que a criança saiba exatamente o gosto da fruta que está ingerindo e o próprio açúcar presente na fruta deve bastar.

Ainda não é o momento

Evite dar mel e leite de vaca. O primeiro, se introduzido muito cedo na dieta das crianças, pode causar botulismo (doença bacteriana que afeta o sistema digestório de bebês). Já o segundo pode causar alergias. Isso acontece porque as proteínas presentes no leite de vaca são muito diferentes das proteínas do leite materno. Não ofereça, também, nozes, castanhas, pipoca e frutas secas: esse alimentos podem fazer a criança engasgar.

Atenção aos sinais

Algumas crianças comem mais que outras e com o tempo você vai conseguir estabelecer uma quantidade de comida ideal para o seu filho. Se os bebês estão saciados, eles dão sinais. Quando o seu filho cospe ou vira o rosto para longe da comida, está na hora de parar.

Não se esqueça da variedade. Quanto mais colorido for o prato, melhor. É importante ter todos os grupos nutricionais presentes. Assim, o paladar dele se acostuma com uma alimentação saudável e ele passará a pedir por esse tipo de comida.

Bebeu água? Tá com sede?

É nessa fase que o bebê precisa começar a beber água. Para que você não tenha problemas na hora de amamentar, ofereça líquidos sempre no copo. Isso evita a confusão de bicos. O seu pequeno deve beber, no máximo, 100 mililitros de água por dia.

Já ouviu falar em BLW?

O Baby-Led Weaning (em tradução livre: desmame guiado pelo bebê) é uma prática que vem ganhando muitos adeptos no mundo todo. O nome pode parecer difícil, mas é provável que você até já tenha praticado o método por instinto. A ideia principal do BLW é fugir das papinhas. Ou seja, você oferece ao seu filho a mesma comida que você come.

Os pais adeptos do método cortam os alimentos em pedacinhos e deixam os pequenos escolherem quando e como levar a comida à boca. É importante pensar em porções e formatos que a criança consiga pegar com as mãos sozinha. A princípio, é provável que os bebês brinquem mais com a comida do que comam de fato, mas não os apresse.

A grande vantagem do BLW é que, além de estimular a autonomia, ele permite que as crianças provem texturas e sabores diferentes. Assim, elas vivem novas experiências todos os dias e aprendem o gosto de cada comida.

Se seu filho já passou por essa fase e você tem uma dica para as mamães que estão começando, escreva abaixo nos comentários. E se tiver alguma dúvida, é só perguntar!
Fonte: Dez passos para uma alimentação saudável – Guia alimentar para crianças menores de 2 anos; Revista Crescer

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