Entrevista com Flavia Calina sobre fertilização in vitro

A vlogueira Flavia Calina reservou um espacinho na agenda para um bate-papo com a Tricae e nos contou todas as dificuldades que enfrentou para se tornar mãe, sobre sua experiência com a fertilização in vitro, sua vontade ter filhos e muitas outras curiosidades. Confira a entrevista completa e se encante ainda mais com essa mãezona que possui milhares de fãs no youtube.

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Flavia Calina e sua filha
Foto: Rodolfo Corradin

A vlogueira Flavia Calina, que possui um dos maiores canais no Youtube voltado ao universo materno, bateu um papo com a gente e contou todas as dificuldades de se tornar mãe e sobre a sua fertilização in vitro. Conheça essa história emocionante que certamente poderá dar mais esperança a todas as mulheres que têm o sonho de se tornarem mães!

Você sempre teve vontade de ter filhos?

Sim! Quando criança, brincava de bonecas e as minhas favoritas eram bebês que pareciam de verdade. Ser professora também me influenciou nesta decisão: ser mãe era um desejo muito certo em minha vida, mas dar aula fez com que eu aprendesse muito mais sobre educação infantil e eu não via a hora de aplicar tudo o que estava aprendendo com meus filhos.

Sabemos que você teve dificuldade para engravidar, como foi descobrir tudo isso?

Descobrimos quase um ano depois que estávamos tentando engravidar. Depois de alguns exames, fomos informados de que meu marido tinha uma quantidade de espermas de qualidade reduzido e essa notícia foi como levar um soco no estômago.

Isso pode até soar estranho, mas também nos sentimos um pouco aliviados por descobrir o problema, pois assim poderíamos buscar a solução.

* Preços sujeitos a alteração.

Quais métodos vocês tentaram? Por quanto tempo?

Fora os que a internet sugere, como: ficar de ponta cabeça, emagrecer, tomar vitaminas, etc., fizemos: duas inseminações artificiais com Clomid, que é um comprido que você toma em casa mesmo, uma inseminação artificial com injetáveis e uma inseminação in vitro (nessa última fiquei grávida da Vitória). No total foram sete anos, mas, antes de fazer nosso primeiro procedimento, três anos.

Quais foram as maiores dificuldades durante esse período?

Tivemos muuuitas dificuldades nesse meio tempo. Dificuldade com todos perguntando sobre filhos e dando inúmeras dicas de como ficar grávida. Dificuldade de todos amigos e familiares a sua volta tendo um ou dois filhos e a gente tendo que participar de inúmeros chás de bebês. Dificuldade em encontrar algum plano com amigos que não envolvesse crianças.

Sempre que recebia a “visita do mês”, ficava mal por uns dois dias, pois pensava que não tinha um filhinho dentro de mim. Mas, mesmo eu ficando triste, havia sempre o dia seguinte… Havia sempre a fé e a esperança! Deus sempre me deu força!

Se eu pudesse dar um conselho ou uma dica para outras mulheres que estão passando pelo que eu passei, seria se apegar a Deus, a algo que é muito maior que você e que está no controle de tudo. Por muitas vezes buscava o conforto na palavra de Deus e Ele sempre dizia que o que estava por vir era muito maior do que eu imaginava.

Além disso, sempre tivemos o apoio de nossos familiares que nos ouviram chorar, desabar e nunca falaram para a gente desistir. Estavam lá para nos ouvir, para nos distrair, para nos apoiar e para nos amar. Era isso que me trazia paz.

* Preços sujeitos a alteração.

O que vocês aprenderam nesses sete anos de espera?

Muita paciência! Aprendemos que nem tudo na vida acontece como planejamos. Aprendemos a buscar mais a palavra de Deus, aprendemos a conversar sobre o assunto com estranhos sem sair machucado e sem ficar na defensiva.

Aprendi a apreciar a vida, mesmo não tendo meu maior sonho em minhas mãos. Aprendi a dar valor a todos os detalhes e aprendi a celebrar minhas pequenas vitórias. Aprendi que não podia parar meu mundo porque estava passando por uma prova dolorida. Continuei trabalhando, buscando o melhor pra mim e pra minha família, passeando, conhecendo lugares novos etc.

Qual a sensação quando você vê a pequena Vitória crescendo?

É um sentimento de gratidão e de mais pura alegria. Poderia ficar assistindo a ela brincar e descobrir o mundo por horas. A sensação também é de extrema responsabilidade! Penso que Deus me escolheu para ser mãe dela, me deu esse privilégio, e sinto que devo dar o melhor de mim para que ela tenha uma vida com muito amor e oportunidades de aprendizado.

Com certeza queremos ter mais filhos, o quanto antes! Como temos um fator que dificulta engravidar naturalmente, queremos fazer uma outra inseminação dentro de poucos meses.

* Preços sujeitos a alteração.

Você quer mandar algum recado para os casais que são “tentantes”?

Esqueça tudo o que um casal que nunca teve problemas com infertilidade fala. O que eu posso dizer é que só a gente sabe da dor que é querer um filho e não poder. Só nós conhecemos nosso corpo e sabemos quando tem algo de errado.

Procure ajuda especializada, conviva com pessoas que te fazem bem e que alegram seu coração. Acredite que para Deus nada é impossível. Tire um tempo pra cuidar de você e um tempo para o casal. Crie um diário de gratidão e conte suas bênçãos diárias. Às vezes, ficamos tão focados em nossos problemas que acabamos esquecendo de viver no presente e aproveitar o que temos de bom no agora. E por fim, SEMPRE siga seu coração.

* Preços sujeitos a alteração.

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