Dificuldades de Aprendizado

A partir dos 6 anos as crianças iniciam uma caminhada nova, são aulas e mais aulas, um nova rotina se inicia e nem sempre é tão fácil para elas lidarem com tudo isso. Nessa hora, é comum os pais se preocuparem com as dificuldades de aprendizado dos pequenos, mas saiba que você não está sozinha nessa e nós estamos aqui para te mostrar algumas formas de como lidar com isso e ajudar seu filho.

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Dificuldade de aprendizado

 
De acordo com a lei, crianças com 6 anos completos até 30 de junho devem ir para o primeiro ano do Ensino Fundamental, o que deixa muitos pais preocupados com a parte pedagógica, afinal, toda família quer ver um boletim recheado de notas boas e que o aluno, seja criança ou adolescente, não tenha dificuldades para passar de ano.

 
Mas calma, para tudo há um tempo na vida escolar. O acompanhamento de perto é necessário para poder identificar as dificuldades de aprendizado que cada um pode apresentar na fase em que se encontra, seja no Ensino Infantil, no Fundamental ou no Ensino Médio, quando a pressão pré-vestibular aumenta. Então, o que fazer diante da dificuldade de aprendizado, recuperação e repetição de ano?

 

Vamos por partes

 

“Dificuldades como convívio social, desenvolvimento da oralidade, troca de letras na fala e na escrita, aprimoramento da coordenação motora (fina e grossa), entre muitas outras, são marcadas pelo período da Educação Infantil e devem ser constantemente observadas pelo professor que fará as intervenções necessárias”, explica Aline Zaneti, graduada em Pedagogia e pós-graduada em Educação Infantil, Ludopedagogia e Psicomotridade, com 11 anos de atuação na área de Educação.

 
Para ela, crianças que são mais estimuladas tendem a avançar rapidamente, quando comparadas àquelas que não recebem os estímulos frequentes. Falta de limites, herança genética ou algum distúrbio estão entre as causas dos problemas de aprendizado. “Toda e qualquer dificuldade deve ser enxergada de maneira tranquila. O essencial é escutar o que os educadores têm a dizer, analisar os fatos como um todo, encarar de forma natural e, se preciso for, procurar um profissional que seja parceiro na conquista de resultados satisfatórios. O papel da família é essencial, e necessário que seja realizado um trabalho juntamente com a escola”, complementa Aline.

 

Ensino Médio

 
“A dificuldade de aprendizado pode ser reflexo de uma limitação cognitiva do estudante ou desinteresse por parte dele em adquirir o conhecimento apresentado pelo professor em sala de aula. Existem várias formas de se chegar ao tipo de limitação cognitiva que um aluno apresenta, sendo a principal o método avaliativo. É importante que o processo de avaliação não seja apenas um ‘medidor do conhecimento adquirido’, mas possibilite ao professor avaliar que tipos de dificuldades os alunos apresentam”, declara Eduardo Marques Barcelos, Mestre pelo Centro de Estudos Ambientais da UNESP e há 14 anos atuando na área de Educação.

 
Para ele, o número elevado de alunos em sala de aula impede o reconhecimento de dificuldades individuais. Além disso, os alunos são bombardeados com informações da TV, internet, rádio e não filtram o que é realmente necessário para o aprendizado. Trazer o ‘assunto da moda’ para sala de aula e contextualizar a matéria é uma das saídas, mas diante do vestibular o trabalho em sala de aula acaba abordando assuntos de desinteresse dos alunos.

 

E a repetência, é um sinal de fracasso?

 
“Acho o termo fracasso um pouco exagerado para o caso de uma reprovação, mas com certeza é uma derrota no trabalho conjunto entre professor e aluno. A repetência trará resultados se família e escola fizerem um esforço conjunto para que o aluno supere suas dificuldades, principalmente se forem de ordem comportamental. A experiência negativa promove amadurecimento por parte do aluno, que passa a encarar a escola de forma diferente, com maior responsabilidade. Mas, claro, uma reprovação com caráter punitivo será desastrosa”, complementa Eduardo.

 
Autora convidada: Regiane Chiereghim é jornalista da Gengibre Comunicação e mãe de Guilhermina (6 anos) e Rafaela (5 anos).

 
 
 

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