Você sabe a diferença entre tristeza e depressão infantil?

Entenda os sinais que evidenciam as duas situações e saiba como ajudar seu filho

Share Button

Tristeza e depressão são coisas distintas. A primeira configura uma emoção básica universal. A segunda reflete mudanças negativas de comportamento e humor com uma certa frequência e durabilidade.

diferença entre tristeza e depressão
Foto: Shutterstock

De acordo com a terapeuta cognitiva comportamental, Daniella Didio, a quebra nas expectativas tem que ser transitória e conduzir a uma mudança. Por isso, ensinar as crianças a lidar com a tristeza que pode durar horas, ou mesmo dias, é essencial.

Quando a tristeza persiste e chega a impactar na rotina dos pequenos, é necessário investigar: alterações comportamentais e de humor associados podem configurar depressão. Como as crianças estão aprendendo a lidar com o mundo e consigo mesmas, aceitam com naturalidade o que sentem, acreditando que esse quadro constitui seu jeito de ser e, provavelmente, não se queixem das emoções que as sufocam.

Fique de olho

Alguns comportamentos podem revelar a diferença entre as duas situações. Naturalmente ativas e curiosas, quando as crianças apresentam-se retraídas sinalizam que algo não vai bem. Em casos de insegurança, a baixa autoestima faz com que evitem desafios e mina o desejo de explorar.

Assim, crianças que estão sempre quietas sofrem medo excessivo e persistente de processos naturais, como separar-se das pessoas referenciais em sua vida, dormir sozinhas, ou mesmo comer – a relação delas com a comida se torna complicada quando começa a selecionar demais os alimentos. Isolamento, falta de prazer naquilo que sempre lhes fez bem, dores físicas (que têm a ver com a somatização dos sentimentos) e queda no desempenho escolar, por exemplo, endossam esses sintomas.

Se não houver intervenção, a criança cresce achando que a alegria vista em outras pessoas não foi feita para contemplá-la e conforma-se com essa referência.

Muita calma nessa hora

O assunto é sério, mas existem alternativas, viu?! De acordo com a Terapia Cognitiva-Comportamental, a depressão é uma visão negativa da pessoa sobre si própria, o futuro e o mundo. Se o autoconceito da criança for negativo, procure um psicólogo e psiquiatra especializados na infância.

Segundo Daniella, o cuidado com os pequenos pode ser auxiliado por medicamentos, mas não é uma regra. Se for o caso, mantenha a cabeça aberta: imagine que eles são uma muleta e estarão presentes até que as crianças melhorem (provavelmente, não será para sempre).

Demonstrar suporte, ajudá-las a enxergar pontos positivos e flexibilizar seus questionamentos é superimportante devido aos laços de confiança. Para ajudar os pequenos, a dica é, antes de mais nada, investigar o que eles estão pensando. Ajude-os a identificar o que há por trás dos sentimentos e o que pode ser feito com essa informação. Levantar questões como ‘’depende de mim? Posso resolver? Quais são as minhas facilidades e dificuldades?’’ e colaborar na elaboração de estratégias para que ela lide com a situação.

“Trate a causa, diminua os prejuízos e elimine a depressão da vida da criança”, finaliza.

 

Share Button