Namoro infantil

Afinal, é só uma brincadeira de criança ou é coisa séria?

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namoro infantil
Foto: Shutterstock

É provável que você já tenha presenciado crianças que dizem namorar. No Dia dos Namorados é indispensável falar sobre esse tema tão importante e lembrar que, apesar de ser uma brincadeira comum, o namoro infantil não é natural. De acordo com a pedagoga Célia Serrão, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), essa fase é importante para desenvolver as noções de afetividade e tudo não passa da descoberta da amizade.

Universo infantil

É por meio de exemplos e reproduções que as crianças  assimilam o mundo adulto. Assim, quando veem duas pessoas que namoram, repetem naturalmente. Segundo Beatriz de Andrade Sant’Anna, neuropsicóloga infantil, não há problema nessa fala. “Tudo bem se for um grande faz de conta. Ela brinca de ser papai e mamãe, então pode brincar que está namorando”, explica.

O problema, de acordo com a profissional, é ultrapassar os limites da brincadeira e se tornar algo sexualizado. Isso, porque na infância o pequeno ainda não assimilou concepções do mundo adulto e ainda está aprendendo a se relacionar com as pessoas.

O que fazer?

Expostos a estímulos o tempo todo, é importante garantir que os programas que as crianças assistem na TV sejam adequados. “Os pais devem estar junto na hora desse entretenimento. Só assim vão conseguir perceber a maneira com que seu filho está digerindo o que vê”.

Não é “mimimi”, viu? Tudo tem que ser compatível com a faixa etária, sim. Ao receber apenas as referências adequadas para sua idade, a criança terá assegurada a percepção ingênua e natural sobre o que compreendeu sobre as relações de um namoro adulto.

Estabeleça o diálogo

Esteja presente! Converse com o pequeno para saber como ele está assimilando as coisas. É importante abrir os canais de comunicação com a criançada desde cedo. Por isso, explique que namoro é coisa de adultos e, enquanto for criança, ele não pode transpor o limite da brincadeira, algo superimportante no desenvolvimento dos pequenos. “Quando a hora de falar sobre sexualidade chegar, fica mais fácil se a abertura já existir”, endossa a terapeuta.

Não há fórmula para explicar as coisas nem idade ideal. A dica é responder às perguntas que a criança fizer. Lembre-se de ser pontual: nenhuma informação a mais ou a menos do que sua curiosidade permite.

*Preços sujeitos a alteração

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