A importância de ensinar seu filho a andar de bicicleta

Quem se lembra de quando aprendeu a andar de bicicleta aí? E como foi sua experiência: boa, ruim? Entenda por que estamos fazendo estas perguntas e o que elas tem a ver com ensinar seu filho a andar de bicicleta.

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A importância de ensinar seu filho a andar de bicicleta

 

Mães e pais, ou aspirantes a essas posições, vasculhem na lembrança e tentem se lembrar de quando você aprendeu a andar de bicicleta. Lembrou? Não foi tão difícil, né?! Afinal aprender a andar de bicicleta é um dos grandes momentos na nossa infância, todo mundo tem uma história para contar de quando decidiu tirar as rodinhas de apoio ou como foi seu primeiro tombo.

 

Eu me lembro bem: meu pai me ensinou a andar de bicicleta. Fomos numa loja no meu aniversário, eu escolhi o modelo que queria e voltamos para casa: eu radiante, meu pai e aquela enorme caixa de papelão que continha o início de um dos momentos mais legais que vivi com ele. Ao chegar em casa eu não podia conter minha ansiedade e fui logo tentando abrir o pacote, meu pai já foi pegando as ferramentas e começando a montar aquele objeto que para olhos alheios poderia ser tão comum, mas que para mim parecia um tesouro. Depois de montada e com as rodinhas de apoio devidamente ajustadas fomos para a rua. Eu morava num bairro bem residencial, com rua de terra e um bando de crianças correndo livres e brincando sem preocupação. Me posicionei na bicicleta, meu pai do lado, comecei a dar as primeira pedaladas com sua ajuda, mas como estava de rodinha tudo rolou de forma tranquila e depois de algumas indas e vindas meu pai pode sair de cena e me deixou curtir o momento com meu amigos. Não lembro quanto tempo se passou nessa fase das rodinhas, mas sei que quando decidi retirá-las meu pai estava lá mais uma vez, pegou a chave de fenda (lembro até do formato e tamanho que ela tinha) e depois de alguns minutos a bicicleta estava lá me esperando. Mesmo estando segura da minha decisão fiquei com medo, de cair, me machucar, dos meus amigos rirem de mim… Mas meu pai segurou firme na parte de trás do banco e disse que eu podia pedalar que ele estaria ali. Ele me ajudou a pegar o equilíbrio ideal e quando notou que podia me soltar, soltou. Quando me dei conta estava pedalando sozinha e sem rodinhas. Na hora eu não tinha noção da importância desse dia para mim, mas hoje eu sei e aproveito esse momento para agradecer ao meu pai pelo apoio que tive. Claro, que depois desse dia eu caí de bicicleta várias vezes, seja por ter feito uma curva mal feita ou não ter visto um obstáculo no meio do caminho, mas a vida é assim mesmo, não é?

 

Contei essa história, pois quando comecei a pensar sobre o que escreveria hoje usei como base a minha experiência logo de cara, e escrevi as primeiras linhas achando que todos passaram por essa experiência, mas aí me veio uma dúvida: será que foi assim com todo mundo? Então resolvi perguntar para duas pessoas que trabalham ao meu lado aqui na Tricae e descobri que elas tinham aprendido a andar de bicicleta s-o-z-i-n-h-a-s. Confesso que foi um baque. Como elas conseguiram sozinhas? Na minha mente o papel do meu pai ali foi tão importante, será que eu estava errada e fui dependente demais? Então fiz mais uma pergunta para elas: vocês acham que teria sido melhor ter tido um apoio do seu pai ou mãe nesse momento? E a resposta foi unânime: sim. Ambas concordaram que não possuem traumas por terem tido essa experiência sozinha, mas que elas prefeririam ter tido o acompanhamento que eu tive com meu pai. Elas, assim como eu, concordam que as crianças precisam ser independentes em muitas questões, mas que em algumas é muito importante que elas saibam que possuem alguém para contar e apoiar. Aprender a andar de bicicleta é uma elas.

 

Ainda curiosa sobre o assunto resolvi pesquisar com mais amigos, queria saber se as pessoas se lembravam desse dia e se haviam aprendidos sozinhas ou não. O resultado dessa nova rodada foi de que todos se lembravam de quando aprenderam a andar de bicicleta e que todos tiveram ajuda de alguém, grande maioria do pai, outros de irmãos ou primos mais velhos, mas o mais importante é que todo mundo se lembra de detalhes desse dia, o que comprova minha teoria de que esse dia é importante para todos, mas ainda vou chegar nessa parte.

 

Bom, depois de escutar todas essas história eu tive que recomeçar meu texto e por isso pedi que vocês lembrassem de quando aprenderam a andar de bicicleta. Você aprendeu sozinho? Teve ajuda de alguém? Acha importante um apoio e suporte dos pais, ou não? Por aqui a opinião é uma só: achamos importante que os pais ajudem seus filhos nesse momento e vamos explicar o por quê. Mas queremos saber também o que você acha e ouvir sua opinião a respeito, combinado?

 

Como vocês puderam notar, com o relato da minha experiência e com minha pesquisa feita entre amigos, está bem claro que as lembranças de quando aprendemos a andar de bicicleta estão bem vivas em nossa memória e olha que já se passaram mais de vinte anos, na média. As minhas colegas de trabalho também se lembram de detalhes de suas histórias, só que no caso delas sem a ajuda dos pais. Quando somos crianças são tantas coisas acontecendo que é difícil se lembrar de histórias e coisas que nós fizemos. Um exemplo que comprova isso são daqueles encontros familiares em que é comum ouvirmos histórias da nossa infância que muitas vezes não lembramos. Em contraponto a isso é engraçado como outras lembranças permanecem intactas, guardadinhas num canto especial da memória, como o caso da bicicleta. E é por esse motivo que temos essa opinião, você quer que seu filho lembre de quando aprendeu a andar de bicicleta com você do lado dando apoio ou sozinho? Que tipo de lembrança você quer que ele tenha de sua infância? Da mesma forma que esse dia foi importante para nós, ele pode ser para seu filho e vai depender de você fazer parte dessa recordação ou não.

 

Então fica essa reflexão para vocês e caso tenham um pequeno em casa, que esteja nessa fase, não espere mais tempo, vá agora e o ensine a andar de bicicleta, seja no parque, na rua de casa ou na área comum do prédio, seja com sua própria bicicleta ou uma alugada. Reserve um momento para que você possa viver essa história, tenho certeza que seu filho irá ficar feliz e que, não só ele como você, terão um momento especial para guardar na memória.

 
 
 

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