Saiba a importância das brincadeiras no desenvolvimento das crianças

Atividades simples como arrastar uma cadeira ou brincar de bombeiro exigem grande esforço da criançada e estimulam o aprendizado. Vem ver!

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Brincadeiras educativas
Foto: Shutterstock

Você conhece a influência das brincadeiras no desenvolvimento dos pequenos? Físico e intelectual, o crescimento infantil tem muito a ver com elas e as possibilidades que criam.

 

Brincadeira é coisa séria

“As brincadeiras não precisam ser necessariamente educativas. O mais importante é inserir as crianças desse ambiente que automaticamente o aprendizado será estimulado”, conta Célia Serrão, pedagoga e professora da área de Pedagogia na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Até os três ou quatro anos, objetos comuns para os adultos se tornam um desafio: “Brincar de mamãe, bombeira, vendedora ou explorar qualquer objeto, como uma cadeira, exige que a criança recorra a tudo o que já conhece. Para assumir esses papéis, ela não brinca de qualquer jeito, desempenha esforço intelectual”, explica.

Com o tempo, as brincadeiras desenvolvem todo o raciocínio lógico das crianças. Quanto mais elas brincarem, melhor se apropriam das relações entre as coisas e suas representações.

A dica da especialista é proporcionar a curadoria das atividades. “Veja o que desperta o interesse do seu filho: ouvi-lo aprofunda sua compreensão sobre ele e faz com que você acerte na escolha das roupas e dos brinquedos, por exemplo”.

 

Cada momento pede um estímulo

Estimular os pequenos é superimportante, começando pelos bebês. Objetos que preenchem o espaço aéreo, como móbiles, despertam a curiosidade e movimentam a criança.

Até quatro anos, a criançada ainda está entendendo o mundo. Por isso, as atitudes em torno da brincadeira (como identificar os itens disponíveis, guardá-los e ser responsável por eles) são a parte mais importante da atividade.

Além disso, o faz de conta é indispensável. Tenha sempre à mão itens manipuláveis – maleáveis, texturizados, com tamanhos, formas distintas e não definidas. “É importante que a criança possa transformar o que tem disponível”.

*Preços sujeitos a alteração

Mais tarde, os pequenos passam a eleger as chamadas brincadeiras de regra. Jogos de peão, quebra-cabeças, monta tudo e encaixes exigem concentração e alteram a relação de aprendizado. “Isso não significa que o faz de conta vai embora – existe um motivo para jogar o dado ou andar com o peão. A diferença agora é a estrutura da atividade”, conta a pedagoga. Obedecer regras, estabelecer parcerias, tomar decisões em conjunto e rever acordos constituem outra parte relevante do desenvolvimento.

*Preços sujeitos a alteração

Entre os 11 e 13 anos começam a ser mais autônomos – mas isso não quer dizer que bebês e crianças não tenham independência em algum nível.

Mas não se esqueça que a criança também precisa de ócio. “A dica é lembrar que a vida tem um pulsar do coração: ritmado, não acelerado. Esse é o tom da vida”, arremata Célia.

 

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